Quem semeia tolerância, paz e respeito, colhe inteligência, produtividade e harmonia.

Triste época. E mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. Albert Einstein

Na sociedade contemporânea, nações se dividem e se fragmentam devido a ideais religiosos, morais e preconceitos de todas as sortes, de étnicos à ideológicos, gerando um universo cada vez mais diverso e conflituoso. Conflitos que não são gerados pelas diferenças, mas sim pela intolerância de pessoas radicais, que não aceitam opiniões e forma de ver o mundo que sejam diferentes das suas. Fechados para o novo, em seu mundinho não conseguem enxergar além do próprio nariz e eclipsados por pensamentos obtusos propagam a ignorância a violência aos quatro ventos. Sim, embora a história mostre que o radicalismo leva ao holocausto, continuamos a repetir, ainda que sutilmente, olhares nazistas para em pleno Século XXI. Sobram os exemplos nos noticiários do mundo inteiro, do cruel Estado Islâmico aos discursos e ideais de candidatos da presidência dos Estados Unidos(EUA), infelizmente, assistimos discursos semelhantes de ódio e preconceito. Momento preocupante, grandes nações possuem representantes com essa característica um tanto Hitleriana.

A única coisa necessária para o triunfo do mal, é que os homens bons não façam nada. Edmund Burke

Estranho que, na aurora do Século XXI, e depois de tantas barbáries no Século XX, existam pessoas engajadas na construção de muros, na distinção pessoas somente por não compartilhares a mesma opinião política, religiosa ou pior ainda, por serem de etnias diferentes. Estranho, porque emChaplin um mundo cada vez mais globalizado, sobretudo mundo dos negócios, esse pensamento é reacionário e medíocre, já que profissionais de alta performance, ou seja, aqueles os quais toda empresa quer ter um, não são reconhecidos por suas religiões, por seu sexo, ou qualquer outra adjetivo que não seja sua capacidade proporcionar lucros e inovações para as empresas, pois genialidade não tem etnia. Logo, semear radicalismo, preconceito e intolerância, só vai produzir mais ódio, mais preconceito e mais intolerância, afastando qualquer outro tipo de cultura, por assim dizer, mais relevante para sociedade. Onde se planta ignorância não se colhe inteligência.

E, da mesma forma que os líderes das nações e de movimentos devem pensar suas filosofias e ideais de vida, também os líderes das empresas e de equipes devem pensar sua organização. A cultura organizacional reflete o pensamento de seus dirigentes e colaboradores. Uma vez implantada uma cultura que busque a produtividade e a lucratividade, os líderes devem ter consciência que o respeito a diversidade e a sustentabilidade é condição prima para liderar no Século XXI, ou seja, compreender as mais diversas formas de agir e pensar contribui para erradicação de olhares preconceituosos dentro do ambiente da empresa, favorecendo a gestão do conhecimento e da eficácia dos processos.

O que os maiores pensadores do assunto dizem é que, não se trata somente de uma ação altruísta e ética, a questão do respeito as diferenças, mas, de uma questão que envolve perdas e ganhos financeiros de uma organização. Em um mundo onde as margens são pequenas e os direitos civis cada vez mais regulamentado, receber um processo por assédio moral ( inclui-se aqui todos os tipos de assédios morais), pode ser a ruína de uma organização. Por tanto, um líder deve ter cuidado como se comunica com seus colaboradores, sobretudo, o que a legislação prega como assédio, mas, sobretudo, entender que a maneira que irá se comunicar pode levar a motivação da equipe, ou ao contrário, a desmotivação e até a perda de um grande profissional devido a uma palavra, uma piada preconceituosa que possa gerar constrangimentos. A máxima que “política, futebol e religião não se discute” não abarca mais todas as questões que não se devem discutir. O respeito as pessoas inicia-se respeitando o direito delas se expressarem e agirem. Não é aceitável que um líder possua preconceito de qualquer natureza em um contexto social cada vez mais aplainado pela economia. A globalização dos negócios, permite a contratação de profissionais, especialistas, oriundos de qualquer parte do planeta, pois, quando o assunto é aumentar as vendas, a produtividade, o ganho das empresas, a última coisa que se restringe é a inteligência.

Nesse sentido, liderar é entender esse contexto mais horizontalizado, mais fluídico, sem barreiras. Mais do que isso, é entender que o outro é uma pessoa com qualidades e diferenças que devem ser respeitadas e não avaliadas como desqualificações. Ser diferente não é uma ameaça, ao contrário, pode ser uma vantagem competitiva em determinados mercados. Para ser um líder de uma multinacional que atua globalmente, deve pensar globalmente e glocalmente. Entender que os ambientes externos e internos estão cada vez mais interligados e refletem a cultura da organização, de dentro para fora, isto é, dos colaboradores, para suas famílias, para os amigos de suas famílias e assim sucessivamente. Logo, a sua reputação, é a reputação da empresa e, por isso, enquanto líderes, você deve liderar pessoas, não ideologias. Ao contrário dos radicais, você, líder, deve semear tolerância, paz e respeito, assim colherá inteligência, produtividade e harmonia.

Fica a dica.

 

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O sucesso de seus colaboradores, é a conquista de um grande líder.

A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns. (Abraham Lincoln)

Você foi contratado como líder de uma equipe. Durante cinco anos, orientou, treinou e geriu sua equipe com excelência. E agora, está vendo seus “pupilos” recebendo propostas melhores, isto é, estão sendo assediados por outras organizações devido ao grande trabalho que fez no desenvolvimento dessas pessoas. E agora? O que fazer? Bem. Primeiro creio que deveria estar orgulhoso de seu trabalho. Eu, enquanto professor sinto  honrado quando um aluno é contratado, e por vezes, encaminha um e-mail tecendo elogios, demonstrando um carinho enorme pelo conhecimento adquirido em conjunto em nossas aulas. O quão importante em sua carreira. Sabemos, enquanto professores, que essa é nossa missão, fazer com que nossos estudantes alcem vôo e cresçam em suas vidas, pois seria uma contradição completa uma diferente de uma sensação prazerosa de dever cumprido.

Assim, penso que os líderes devem se sentir nesse momento. Orgulhosos de propiciar crescimento na carreira de membros de sua equipe. É sinal que está fazendo um grande trabalho. E eles, com certeza nunca o esqueceram, ao contrário, podem e serão uma ponte para seu próprio desenvolvimento. Um grande profissional é resultado do esforço de muitas pessoas, pais, professores e líderes que são suas referências em busca de seu próprio espaço no mundo. Por tanto, não é uma perda, é uma conquista ver seu colaborador indo embora para um lugar melhor.

Grandes Frases Liderança

Obviamente, que você terá que começar novamente com os estagiários, temporários, novos funcionários, que chegaram ainda como uma pedra bruta a ser lapidada, mas com o tempo, seu conhecimento professoral também será aprimorado e com isso, novos talentos serão formados por sua capacidade, cada vez mais apurada de ensinar, de orientar, de conduzir pessoas o crescimento, para conquistas. E isso não é maravilhoso? Claro que sim. Nada pode ser mais gratificante do que ver uma pessoa superando suas próprias expectativas através de sua ajuda. Líderes, não são possuidores de pessoas, ao contrário, são influenciadores e referências para outras pessoas.

Por outro lado, se sua equipe está se desmantelando, mas não por que estão galgando espaços no mercado, mas por despreparo ou motivação, creio que devem repensar suas estratégias de engajamento de sua equipe. Estaria na hora de uma mudança. Às vezes chegou a hora de você sair, ou buscar novos conhecimentos para que volte a brilhar como um farol para essas pessoas. E difícil identificar o erros em nós. Mais difícil ainda é aceitar que somos nós os que precisam de motivação, de atualizações, de um curso novo.

Esse texto me fez lembrar o técnico Tite. O técnico que mudou a história do Corinthians para sempre. Venceu campeonatos no Brasil, nas Américas e um Mundial. Jamais será esquecido pelos conrinthianos. Porém, depois de muitas conquistas, o time começou a entrar em período de baixa, e ele, entendeu que chegou a hora de sair. Mas ele não foi para outro time. Ele foi estudar. Mesmo tendo inúmeras propostas milionários, decidiu estudar o futebol europeu, pois, entendeu que ali havia algo novo que poderia aplicar no Brasil. Bem, depois de algum tempo fora do futebol. Foi recontratado pelo Conrinthians, e de novo, fez um ano maravilhoso. Não repetiu os mesmo feitos de outrora, mas venceu outro título Brasileiro para o time, mas principalmente, ganhou com maestria. Jogando bonito. E depois, viu seus melhores jogadores ( que antes estavam esquecidos) serem convocados para seleções e irem embora devido a propostas milionárias em outros países. Em fim, criou grandes jogadores e deixou que fossem seguir seus caminhos. Os corinthianos não gostaram muito, mas ele já está formando outra equipe forte. Pois, o técnico Tite, é além de um grande treinador, é um grande líder para em uma equipe.

Assim, entendo que esse artigo, nos permite entender dois aspectos importantes para a vida de um líder. Primeiro que seu papel é desenvolver pessoas, formar grandes profissionais e, e em seguida, apreender a desapegar dos colaboradores que, devido ao sucesso de seu trabalho receberam propostas e perceberam novos horizontes profissionais, e, justamente por isso, deve se orgulhar tanto pelas conquistas dos, agora, ex-membros de sua equipe, bem como de si mesmo pelo dever cumprido. Pense nisso.

 

Faça da liderança um hábito. Logo será um excelente líder.

Somos o que repetidamente fazemos. A excelência, por tanto, não é feito, mas um hábito. Aristóteles

Um bom hábito, com certeza lhe proporcionará frutos. Exercitar-se, habitualmente, lhe dará qualidade de vida, tanto ao seu corpo como a sua mente. Ter hábito de leitura lhe trará conhecimento e paz de espírito, pois, uma boa leitura é também uma boa terapia. O chefe de cozinha, só tornou-se um por que o fez a vida inteira. Grades cozinheiros amam cozinhar. Assim como um escritor, que ao escrever todos os dias, cria o hábito de escrever. E o mais interessante, escreve cada vez com mais agilidade. Assim também em sua função. Aquilo que faz, repetidamente, com paixão, deve tornar-se um hábito e com certeza o levará a excelência naquele assunto.

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Porém, vocês poderiam se perguntar: se todo hábito leva a excelência, como serei um líder excelente se ainda não sou um? Bela pergunta, pois, se não consigo fazer repetidamente aquela função como serei bom naquilo? Bem, na verdade, quando pensamos em liderança, logo vem em nossa mente um cargo de gerência de uma multinacional, ou diretor de uma determinada empresa, onde está lá você comandando diversas pessoas. Porém, liderar é um conceito, que podemos exercer ( treinar) a todo instante,em todas as nossas relações pessoais. Para começar, você pode ser líder de si mesmo. Aliás, esse é o ponto chave da questão. Quem não domina as próprias emoções, como irá controlar situações conflituosas enfrentadas todos os dias pelos gerentes, diretores etc.

Dessa maneira, o primeiro passo é o autoconhecimento, identifique em si, seus hábitos e verifique se esses corroboram para seu desenvolvimento pessoal, sejam hábitos práticos de nosso dia-a-dia, sejam hábitos mais complexos, como leituras diárias de temas interessantes. Só a título de exemplo, para simplificar. Pergunte-se, como é o seu hábito alimentar? Você se alimenta rapidamente? Você exagera na alimentação? Você inclui alimentos saudáveis em sua alimentação? Quantas vezes se alimenta por dia? Bem. Parece conversa de endócrino não é? Mas não é essa minha intenção. Ao contrário, minha intenção é a partir de um exemplo simples de nosso cotidiano fazê-los entender o que é um hábito. Continuando agora com as respostas. Se  tem hábitos de comer rapidamente, os alimentos não serão metabolizados adequadamente, você com certeza terá problemas de absorção dos nutrientes. Por outro lado, se alimenta em demasia, você pode vir a adquirir inúmeras doenças devido a obesidade e seu rendimento será comprometido. Idem, se não incluir alimentos saudáveis e não comer fracionadamente, irá ter problemas metabólicos e novamente terá problemas de saúde. Logo, os hábitos alimentares deveriam estar no topo de nossas prioridades.

Bem, agora vamos fazer o caminho contrário. Respondendo a primeira pergunta se você não come rapidamente, tem o hábito de mastigar bastante antes de engolir os alimentos, você estará ajudando o seu corpo a metabolizar os alimentos e terá maior sensação de saciedade, tendo menor necessidade de comer grandes porções. Segundo tiver o hábito de incluir alimentos saudáveis em sua dieta, você estará com seu corpo sempre bem nutrido e isso lhe permitirá melhor rendimento no trabalho, e menos riscos de desenvolver doenças.

Bem, agora vamos fazer essa analogia para os hábitos necessários para que você venha a habituar-se à vida de um líder. Você se comunica bem com as pessoas? Qual é o nível de confiança que as pessoas têm com você? Você é sociável? Você possui gosta de ler? Qual é a sua capacidade de influenciar as pessoas a fazerem o que você quer? Quando consegue o apoio dos outros, qual foi sua estratégia? Você se considera uma pessoa comunicativa? Qual é o seu nível de tolerância? Você se considera uma pessoa tolerante? Você se considera uma pessoa focada? Você se considera uma pessoa esforçada?

Bem, essas perguntas você vai responder dentro de si mesmo, mas, respondo-as didaticamente. Todo líder é uma pessoa comunicativa e sociável. Não estou falando apenas no ambiente profissional, mas em todos os momentos de sua vida. Essa habilidade você pode exercitar participando de grupos de estudos, de amigos etc. Treinar a comunicação tira você do escuro e o leva para a luz. Além disso, o hábito de comunicar vai lhe fazer um grande comunicador ao mesmo tempo em que lhe abrirá várias portas. O hábito de leitura vai melhorar sua comunicação com as pessoas, pois, terá mais conteúdo para discutir e o nível de seu vocabulário vai gradativamente aumentando. Logo estará pronto para se comunicar com multidões, mais do que isso, se comunicar não é falar muito, é falar o que deve ser dito. Outro ponto importante que provém da comunicação é a capacidade de influenciar pessoas. Quem se comunica bem, consegue influenciar outras pessoas  e essa competência é essencial para um líder. Lembre-se de lembrar quais foram sua estratégias que deram certo antes, para que construa sua própria técnica de comunicação. Procure habituar-se a ser uma pessoa tolerante, isto é, treinar a flexibilidade, ser uma pessoa compreensível e apaziguadora. Pratique isso em todas as situações que viver. Seja disciplinado nesses quesitos e estará dando um grande passo, para isso, esteja sempre focado nesses temas. Seja paciencioso, faça isso devagar, não tenha pressa. Como disse em outro artigo, um líder não se faz do dia para noite, é preciso uma vida e inúmeras renuncias para se tornar um. E, sobretudo, dedique-se a essa causa, pois, se chegou até essa linha, é porque seu objetivo é um dia ser um líder, o comandante do barco. Então comece agora, comece liderando a si mesmo. Pense nisso.

Perdoar para liderar

O perdão liberta a alma e afugenta o medo. (Nelson Mandela)

Os fracos não perdoam o perdão é a virtude dos fortes. (Mahatma Gandhi)

As duas frases acima, nos remetem a pensar sobre a força que tem o perdão. Será que estamos fazendo isso em nossas vidas? As vezes é muito difícil perdoar. Mas o esforço deve ser diário para alcançar essa virtude. Pois, como Gandhi, pregou, o perdão é virtude dos fortes. O perdão é uma arma poderosa, que afugenta o medo e liberta alma, como disse Nelson Mandela. Peguei essas duas frases acima, pois, ambos os personagens da história recente da humanidade foram torturados e injustiçados pela tirania daqueles que enxergaram na intolerância e a na violência uma ferramenta de opressão a luz da verdade.

Onde não impera o perdão, a tolerância, impera a guerra. Esses dois personagens acima, foram responsáveis pela pacificação de seus países. Ambos, cada um em seu tempo, receberam o Nobel da paz por suas virtudes, sobretudo, pela capacidade de perdoar o outro. Esses foram Mandela e Gandhi. Agora pergunto a vocês: acabara a violência do mundo depois da passagem dessas pessoas? Acabara a violência depois de exemplos tão emblemáticos? Não. Infelizmente não. Às vezes, parece-me que as coisas pioraram. Vejo intrigas, violência e guerras acontecendo via satélite, ao vivo, em canais de televisão. Sem querer culpar, mas, os temas novelescos que inundam as TVs brasileiras giram em torno disso o tempo todo.

Além de outros adjetivos, pouco louváveis, os dramaturgos brasileiros, com algumas exceções, parecem estar vivendo uma crise de criatividade profunda, com novelas cada vez mais previsíveis e repleta de personagens sem nenhuma personalidade. Ok. Isto vende, talvez seja o mundo que seja assim. Pois, se há novelas e filmes nesses contextos, é porque há público para esse tipo de telenovelas, séries e filmes. Contudo, nosso objetivo aqui, não é discutir a teledramaturgia, tão pouco a indústria, e sim, como a dificuldade de perdoar pode influenciar no ambiente profissional.

Sim. No ambiente profissional, de competição cada vez mais acirrada, o individualismo engole qualquer virtude que uma pessoa pode ter, se esta, não estiver bem preparado para não ser influenciado por mentes “ambiciosas”. Ambição entre aspas, pois não é errado ser ambicioso, errado é fazer qualquer coisa, inclusive subir nas pessoas, para chegar a um posto, cargo desejado. Errado é enganar alguém e se fingir de morto quando é descoberto. Porém, isso acontece muito no ambiente profissional. Muitas pessoas com esse perfil, malicioso, leva outras a ruína sem nenhum peso na consciência. As vezes pelo desejo de subir na vida, outras vezes, o que é pior, pela simples vontade de ver o outro cair, descer rolando ladeira abaixo. Pessoas que desejam o mal para outras pessoas.

E ai? Você como líder, como personagem intrínseco nessa história. O que fazer, quando membros de sua equipe estão se digladiando em sua frente. Demite os dois? Para servir de exemplo? Parece-me que essa é a saída mais simples, e não tem muito haver com o que estamos conversando aqui. Embora ensine através do exemplos, as pessoas envolvidas na intriga, na maioria das vezes não aprenderam nada, e vão continuar cultivando plantas daninhas por onde passarem. Creio que uma situação como essa é um bom motivo para exercer a capacidade de perdoar e ensinar. Podemos pensar em uma saída menos drástica e mais compreensiva, chamando os envolvidos para uma conversa franca e apacentadora.  Pois assim que Mandela mudou o destino da África do Sul, perdoando seus maiores inimigos. Perdoando aqueles que lhe apedrejaram. Da mesma forma, Gandhi, também na África do Sul, mas, sobretudo, anos mais tarde na Índia. Perdoando aqueles que não lhes dava o direito de serem hindus. Parece-me que o que esses dois grandes líderes, deixam um recado maior, que, ao perdoar nossos inimigos, estamos mostrando um poder maior de libertação contra a tirania daqueles que se oprimem e que expuseram essas questões no ambiente de trabalho.

Um líder capaz de perdoar situações assim, sobretudo, nesse momento de crise, onde muitas pessoas estão vivendo sobre a pressão de dívidas, de crises psicológicas causadas por uma crise financeira profunda que assola o país, é um líder que traça um exemplo melhor para todos os envolvidos na empresa. É um líder que luta pela integração do time, não pela exclusão de membros do time que estão em conflito. É um líder apaziguador, cujas ações geram engajamento a causas maiores. Que aproveita de oportunidades, mesquinhas, medíocres, até infantis, para mostrar maturidade e ganhar ainda mais admiração de seus liderados. Logo saber perdoar, é mais do que uma atitude humana, é também uma atitude que pode gerar motivação na equipe, pode nutrir as pessoas de humildade e fazê-las crescer junto com as outras. Todo mundo sai ganhando quando alguém, de alma livre, promove o perdão.

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A radiografia do orgulho

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O que dizer sobre o orgulho? O que escrever sobre esse sentimento egoísta, mesquinho, ciumento que habita o coração de muitas pessoas. Reconhecemos um sujeito orgulhoso logo quando o vemos, pois, ele não aceita opinião alheias e é capaz de cometer erros grotescos para não “sair por baixo”, por defender sua opinião. No ambiente profissional, esse comportamento é revelado na insubordinação. Aceita as orientações, mas não as cumprem por achar que é melhor que seu líder, ou que sua forma de ver é mais correta que a que estão lhe confiando. Ai vem a insubordinação.

E difícil conviver com pessoas assim. Se é o líder, todos seguem suas “ordens” sem questionamentos, pois, uma pessoa orgulhosa é também rancorosa, e se alguém descordar publicamente de seu “comando”, pronto, esse alguém, naquele momento, tornou-se o inimigo de seu líder, e será perseguido até pedir para sair. Esse tipo de líder orgulhoso, vê a contradição como uma traição passível de punição. Logo, não há comunicação nessas equipes. Todos temem o “chefe”, o “patrão”. E por conta de sua incapacidade de ser um ser sociável, acaba fechando-se em si mesmo, gerando uma equipe sem vida.

Por outro lado, se o orgulho é um membro da equipe, este, se não for liderado por um líder firme, começara a insubordinação é a recrutar membros para tentativa de denegrir a imagem do líder. Essa é uma situação muito vexatória, mas muito comum em empresas. Por outro lado, se o líder for firme esse indivíduo será, com certeza, solicitado a deixar o grupo, pois a equipe está sempre em primeiro lugar, e uma laranja podre pode estragar toda a colheita.  As vezes a própria equipe faz essa parte, isto é, ou isola o “metido a sabe tudo”, acabando por inviabilizar a continuidade do membro na equipe, ou solicita-se uma posição do líder em relação ao caso, expondo a situação e pedindo seu afastamento. De um jeito ou de outro nota-se que o orgulho, está associado outros adjetivos não tão louváveis, que é, a mesquinharia e o egoísmo.

No filme, Duelo de Titâs(2000),  narra a história de Herman Boone (Denzel Washington) um técnico de futebol americano contratado para trabalhar no comando de um time universitário dividido pelo racismo, mostra inúmeras cenas importantes para o superar não só o racismo, mas outras características pessoais que mostram a dificuldade de manter um grupo unido em um propósito. Uma cena que chamou-me muita atenção, foi justamente, quando o capitão do time, pede para o técnico Boone, para tirar um outro membro do equipe, que estava atrapalhando o desempenho do time, propositalmente, pois era uma pessoa racista e orgulhosa. Em minha atuação como membro de uma equipe, ou como líder de uma equipe. Será que alguma vez, não da mesma forma é claro, eu não agi de forma semelhante somente por que não ia com a cara de um colega ou membro de minha equipe? Bem. Essa conclusão tirei para mim, mas com certeza não sou perfeito. Graças a Deus o racismo não é um deles, mas já fui intolerante muitas vezes por coisas banais que acabavam de um jeito ou de outro prejudicando toda a equipe, e também a mim mesmo. É muito difícil, assumir tais desvios de personalidade, mas aprendi nessa vida, que é aceitando que mudamos e aprendemos coisas valiosas nessa seara.

Bem, mas a intolerância está ai, em todo lugar. Há diversas formas de agir com intolerância, há que mais vejo acontecer, é a intolerância de funcionários mais jovens, com os funcionários mais velhos de uma organização. Muitos jovens, que ocupam cargos iguais a de profissionais mais experientes, tendem a ignorar conselhos valiosos dos mais velhos, justamente por causa do orgulho que se apodera do jovem prodígio. No filme, a Rede Social, o diretor em nenhum momento tenta ocultar a arrogância do Mark Zucherberg, que mesmo com essa característica, paradoxalmente, construiu a rede social mais acessada de todos os tempos. Parece que é uma característica comum nesse setor de informação, já que Steve Jobs, também tinha um temperamento extremamente forte. Será que os gênios são todos assim? Bem se a resposta for positiva, prefiro ignorar os gênios de minha equipe.

Pois, conheço gente muito inteligente e capaz que não causam repulsam as pessoas. Não humilham nem destratam o outrem. Por tanto, quando for formar sua equipe, lembre-se, você não está sozinho e se está formando um grupo, é para o grupo que está trabalhando, para o interesse de todos, não o seu, muito menos de um membro da equipe. Prefiro a frase “junto somos fortes” para lembrar os orgulhosos que sozinhos, não são nada, nem servem para nada. Mark e Steve, nunca estiveram sozinhos, só em suas manias de grandezas, nos seus projetos, muitas pessoas ocultadas pela história, não tiveram tanta notoriedade em suas vidas, não produziram filmes sobre eles, mas com certeza suas ideias e ações foram fundamentais para o êxito dos projetos de ambos.